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Dificuldades na implantação da Gestão da Qualidade na Área da Saúde – Parte II

Na parte II do nosso artigo ainda iremos escrever sobre aspectos culturais que impactam neste processo. No artigo anterior abordei bastante o aspecto do personagem principal, o trabalhador brasileiro. Finalizei mencionando que somente investindo em treinamento e capacitação será possível minimizar os efeitos da cultura de terceiro mundo que o Brasil possui em diversas áreas.
Hoje gostaria de abordar que o aspecto cultural também impacta mesmo nas organizações que investem em treinamento e capacitação. Afinal de contas, não é raro a empresa investir em treinamentos e escutar aquelas famosas perguntas: “…vai ter lanche…coffee break” e não qual o palestrante ou onde eu vou me aprimorar.
Não raro também é a participação nas capacitações dos chamados “corpo presente” em que a mente está na conta para pagar, no que vou fazer no final de semana, ou atualmente o Facebook, ou nos 43 grupos de Whatsapp e suas 487 mensagens.
Também devemos verificar o outro lado. Muitas empresas colocam instrutores sem a menor vocação ou didática. Ou temas irrelevantes e repetitivos que não agregam valor e desinteressam o participante.
É necessário aqui, verificação da eficácia destes programas de treinamento, avaliando tanto a performance do instrutor, quanto ao conteúdo proposto e a retenção de conhecimentos. De nada adiante você tentar corrigir um problema cultural sem técnica, didática e método, principalmente porque a cultura de um povo não é realizada de fora para dentro e sim o contrário.
Vivemos em um país de inúmeras variedades culturais, mas de poucas virtudes quando se trata de educação, de ética, de etiqueta social e de investimento pessoal em ser melhor profissional e pessoalmente.
Portanto, devemos ter claro que para vencer esta dificuldade o investimento em treinamento dever ser constante, mas com técnica e indicadores de desempenho. Sob pena de alimentarmos ainda mais o amadorismo brasileiro. Há também, é bem verdade, necessidade de se investir mais em treinamento, visto que as empresas multinacionais treinam impressionantes 50% mais horas por colaborador que as empresas nacionais.
Já o setor de saúde é uma área que menos investe em capacitação e treinamento, alegando normalmente que não pode retirar seus colaboradores da operação visto estar lidando com a saúde e vida das pessoas. Ou que não pode capacitar fora do horário de expediente, pois não teria margem financeira para sustentar um programa constante de aprimoramento do pessoal. Tendo como consequência muitas vezes participantes que estão com o “corpo presente” no treinamento e a “mente” no seu setor ou nos seus pacientes.
Finalmente ,não podemos esperar muito, pois segundo a Escola de Negócios junto à ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Em sua pesquisa panorama do treinamento no brasil – 2017 (http://www.integracao.com.br/pesquisa-panorama-do-treinamento-no-brasil-2017.pdf; Acesso 30/01/18:18:30), “…as empresas brasileiras destinaram 0,63% do faturamento anual bruto para o investimento anual em T&D…”.
O que esperar, se investimos tão pouco para mudar a cultura brasileira de trabalho e suas consequências? Portanto, se você quer implantar um sistema de gestão da qualidade deverá investir com eficiência em um constante e adequando programa de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores, incluindo não tão somente aspectos técnicos do seu negócio mas até noções de ética e etiqueta social básica.
Nos próximos artigos iremos abordar aspectos técnicos e operacionais que dificultam a implantação da gestão da qualidade.

Célio Luiz Banaszeski
Diretor Executivo – Exacta Consultoria Empresarial

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