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Gestão da Saúde e Pilotar um Avião

Para iniciar nosso blog, pensei em quais assuntos seriam relevantes para começar a escrever para meus leitores. Nada mais interessante que unir duas paixões para fazer uma analogia bem interessante.

Muitas instituições de saúde têm realizado a administração de seu negócio como um excelente piloto. Porém um administrador que pilota seu hospital, tal qual um comandante pilota seu avião sem qualquer instrumento.

Vou explicar. Muitos destes pilotos fazem há muitos anos voos diários, sem qualquer tipo de instrumento ou técnica administrativa apurada. Levantam seus aviões (hospitais, clínicas e laboratórios) com maestria, e o fazem por instinto. Digno de nota, mas muito arriscado atualmente.

Fazem bem feito, diga-se de passagem, pois várias destas clínicas, hospitais ou laboratórios estão no mercado há mais de 30 anos sobrevivendo e mantendo certo lucro, sustentando seus colaboradores e mantendo vivo seus passageiros, digo pacientes.

Não há nada de errado em pilotar um avião sem instrumentos, desde que você esteja sozinho, fora da rota aérea e lógico, com seu dinheiro. Mas ainda hoje, existem muitos hospitais sendo pilotados desta maneira sobre nossas cidades. Muitos pilotos arriscam a vida de seus negócios, a sustentação ou sustento de seus colaboradores ou ainda na eficácia da segurança de seus passageiros.

Continuar a pilotar sua clínica ou seu hospital como fazia há 30 anos pode ser muito arriscado. Principalmente porque além do risco que está correndo, pode estar tendo prejuízo ou lucros menores, além de aumentar seu passivo geral. Afinal de contas ao pilotar sem instrumentos, como sabe a melhor rota? A altitude mais econômica? Como tem noção do fornecedor mais barato e de qualidade para seu avião? Como sabe se seu concorrente não está operando com inúmeros instrumentos, oferecendo tecnologia e principalmente atualizado com as necessidades do voo atual? Como sabe se hoje não vai se chocar com outro avião ou faltar combustível?

Na área pública temos problemas maiores. Pois diferente da área privada que pelo menos temos um piloto que voa por instinto, na área pública não raras vezes temos administradores de hospitais que simplesmente são colocados em cargos importantes, sem a menor noção de como voar. São excelentes pilotos de carros, mas só porque sabe trocar bem uma marcha, foi campeão de corrida, não significa que terá o mesmo desempenho ao lidar com manche levando consigo centenas de pessoas.

A analogia é simples. Para administrar uma instituição da saúde, assim como para pilotar um A380, precisa de horas de voo. Muito estudo específico sobre cada instrumento do avião, cursos e mais cursos, além é claro, de milhares de horas em simuladores e aviões menores até chegar a um grande avião de passageiros.

Portanto, administrar uma instituição de saúde com inúmeras peculiaridades, diferentes passageiros, milhares de rotas e ainda com inúmeros aviões, modelos e tipos voando ao mesmo tempo não é para qualquer um. Por falar nisso, quantos aviões existiam há 30 anos?  Será que ainda dá para arriscar a ter voos cegos?

E você? Está embarcando como tripulação ou passageiro de qual tipo de piloto, digo administrador?

Célio Luiz Banaszeski
Diretor Executivo da Exacta Consultoria

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