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Medicina & Gestão

Vamos pensar um pouco sobre medicina. Segundo o a Resolução CFM 2.149/2016 existem 54 especialidades médicas e 57 áreas de atuação no Brasil. É natural e esperado que o médico se mantenha atualizado dentro de sua especialidade. Portanto, mais natural ainda, ele se dedicar a participar de seminários, congressos ou mesmo cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) no seu tipo de trabalho.

Com esta ação se tornam referências, mas o ciclo da evolução tecnológica quer seja nos equipamentos, novas drogas ou novas técnicas evoluem como uma corrida sem linha de chegada. Quase toda semana algo novo em alguma especialidade surge e o médico não pode parar de se atualizar.

O que chamo a atenção neste artigo, que na maioria das vezes, não sobra tempo e nem mesmo afinidade de se dedicar a outro ramo do conhecimento humano que é a administração. E aqui estamos falando da administração com técnica do consultório, da clínica ou mesmo do hospital.

Trabalho com gestão da qualidade há 20 anos e vejo, ouço e testemunho renomados médicos terem problema com a qualidade. Aqui não escrevo do desempenho técnico, mas de outras condições essenciais de seu negócio…a gestão! Recentemente fiz uma pesquisa com mais de 200 consultórios médicos e pasmem, mais de 90% não investia em nenhuma forma de treinamento de suas secretárias (os). Isso mesmo, mais de 90%! Afinal, podemos inferir que vários clientes/pacientes tiveram insatisfação com o atraso da consulta, só para sermos objetivos e não falar em outras inúmeras questões.

Ou seja, uma parcela dos profissionais tem uma falsa impressão que não é necessário este investimento, visto que ele, o médico é o fator de relevância. Mas atualmente isso pode não ser tão verdadeiro. Há mais médicos no mercado, há mais tecnologia e informação. Mas esse erro decorre pela simples razão descrita nos primeiros parágrafos deste artigo. Na maioria das vezes, o profissional médico não se dedica com profundidade nos conhecimentos e diversas técnicas de administração. Não dá para “servir a dois santos” ao mesmo tempo. Com raras exceções, não dá para ser expoente em tudo.

Por isso, se torna cada vez mais necessário que o profissional médico tenha ferramentas de apoio para auxiliá-lo na gestão administrativa, quer seja de seu consultório, melhorando a capacitação de sua (eu) secretária (o), quer aprimorando ou mesmo delegando certas funções para aqueles que como o médico passam a vida em seminários, congressos e cursos de pós-graduação, mas na área da gestão, na área da administração ou na área da qualidade. O investimento traz o mesmo retorno que se atualizar num congresso, mais preparo, mais pacientes e mais lucro.

O modelo de médico faz tudo (na medicina) não existe mais. Assim como está em extinção aquele que quer fazer o juramento de Hipócrates e não perder clientes porque quem lida com seu público ou seu dinheiro está com a capacitação e treinamentos, “digamos assim, um tanto anêmico ou doente”!

Célio Luiz Banaszeski

Diretor Executivo Exacta Consultoria Empresarial

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