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Parte III – Dificuldades na implantação da Qualidade na Área da Saúde

Nos artigos anteriores abordei a questão cultural e hoje vamos escrever a influência da liderança como fator de dificuldade na implantação da qualidade na área da saúde. Mas ainda preciso finalizar alguns aspectos relacionados aos colaboradores.
Quando iniciamos o processo de implantação da gestão da qualidade, o método embora muito simples, causa uma série de consequências. Sempre menciono que este modelo se resume no pensamento cartesiano e não mais em “achismos”.
Nesta técnica, analisamos o desempenho dos trabalhadores, coordenadores, gestores e diretores de forma absolutamente matemática. Sem paixões! Nem qualquer análise subjetiva, de simpatia ou antipatia. Traduzindo com um exemplo: Caso na implantação,  através de indicadores (dados estatísticos) perceber que um colaborador ou gestor antigo não tem desempenho razoável o que faria? Ou mais; se um gestor detiver um conhecimento das atividades que não estão normatizadas, ou seja só ele sabe? Ficará refém deste funcionário? Terá atitude de transferi-lo de setor ou mesmo demiti-lo, caso ele seja contra ou tenha receio do processo?
Percebam, que ao implantar o processo da qualidade,  deverá estar preparado para tomar algumas atitudes amargas  e isso deve estar muito claro antes de começar esta atividade. Imagine um gestor  que detém seu respeito, porque “acha” que ele é muito competente, começar a boicotar a implantação? Como vai agir diante do “fato”? Ou seja, se os “números, dados estatísticos e metas” demostrarem a “incompetência no bom sentido”, frente ao que  sente em relação ao seu gestor?
Escrevo sobre estes fatos, porque são muito comuns em instituições que apesar de funcionar bem aos olhos da direção, na prática poderiam estar muito, mas muito melhor. E isso é muito fácil de acontecer no setor de saúde, quando há muito desperdício material (mat/med, insumos, etc.) como imaterial (perda ou insatisfação de clientes internos e externos). Já vi muitas clínicas ou hospitais que apresentam faturamento ótimos, que seus sócios estão felizes com os honorários ou lucro, mas ao olhar da técnica da gestão da qualidade estão num status “ruim” ou mesmo de “sorte”.
Portanto, se a liderança não estiver preparada para enfrentar estas situações, ela mesmo será um grande dificultador do processo. E aqui dou meu testemunho de consultor. Isto acontece com frequência.
Sendo assim, a liderança, quer seja no mais alto cargo ou de base, deve se preparar para eventualmente demitir, contratar, realocar seus colaboradores. Sempre é claro, respeitando a pessoa e sua história, mesmo que frágil seu desempenho. Para isso a mente deverá estar aberta para um olhar crítico sobre desempenho objetivo, ou seja, matemático e não pela subjetividade das impressões pessoais.

Célio Luiz Banaszeski
Diretor Executivo Exacta Consultoria Empresarial

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