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Parte VI – Dificuldades na implantação da Qualidade (Sócios)

A tarefa da qualidade é uma corrida sem fim. No artigo anterior havia pensado que já havia reunido, digamos assim, muita dificuldade para a implantação, mas estava enganado. Ainda temos experiência prática para dividir com vocês. Desta vez vou escrever principalmente de uma barreira chamada “Sócios”.
Já ouviram falar, é lógico, na famosa frase “Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe. ”
Meus amigos e amigas, se essa frase soa tão linda quando os pombinhos estão apaixonados e felizes, o que dizer do número de separações e divórcios.
Se isso acontece com quem você divide sua casa, sua intimidade, seu coração e às vezes sua alma e também o bem mais importante da vida, que são os filhos, o que dizer dos “Sócios”?
Escrevo isso, pois é muito comum no setor de saúde médicos, dentistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, etc., terem uma grande ideia e como dizem os franceses “…Voilà…”! Vamos fazer uma sociedade e montar uma clínica.
É praticamente matemático, dizer que para isso você vai escolher quem você confia, respeita, gosta, tem afinidade e outros atributos. OK, mas aqui reside uma das grandes dificuldades de implantação da gestão da qualidade.
Muitos profissionais, aliás, experts em suas atividades fim, mas inexperientes na gestão, fazem desta “sociedade”, que sempre começa muito bem, “entre beijos e abraços” uma extensão de suas casas. Ou seja, começam a administrar o negócio tomando inciativas e ações como se “donos” fossem. Pera aí? E não são donos? Lógico que sim e lógico que não! Vou explicar! Ser sócio de uma empresa significa ter “Direitos” e principalmente “Deveres”.
A dificuldade reside na resistência destes sócios em receber “limites” de atuação no negócio deles. Ou seja, como se você casasse, mas a sogra sempre colocasse um pitaco na relação. Infelizmente é mais ou menos assim numa sociedade. Os sócios, apesar de donos, não podem confundir, no bom sentido, liberdade com libertinagem.
Portanto, antes de fazer uma sociedade, estabeleça claramente a função, responsabilidades, limites de atuação e direitos de cada sócio. Isto tem que estar muito claro no regimento ou estatuto de fundação, pois na minha experiência como consultor vejo isso acontecer com muita frequência e muitas clínicas têm problemas de gestão porque a direção (sócios) não se entendem. Imagine os colaboradores.
Como no casamento, se os pais não se entendem o que esperar do fruto desta relação?

Célio Luiz Banaszeski
Diretor Executivo Exacta Consultoria Empresarial

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