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Profissional da saúde é refém da gestão da saúde

Uma boa parte dos hospitais, clínicas ou laboratórios possuem em cargos e funções estratégicas da administração do negócio, médicos, bioquímicos, biomédicos, dentistas ou qualquer outro profissional na área de saúde.

Na verdade, terminam por assumir estas funções por serem os donos do negócio, sócios ou por consequência política da instituição.

Nada de errado nesse modelo brasileiro. Porém vamos pensar um pouco. Quem faz medicina ou farmácia ama matemática e estatística? Têm habilidades para números e pensamento cartesiano? A regra para a esta pergunta é não. O médico fez sua faculdade porque gosta de lidar com o paciente. Adora fazer aquela cirurgia, salvar uma vida, olhar nos olhos do paciente e se sentir feliz de cuidar. Pelo menos, a grande maioria. É lógico que este profissional vá se dedicar a esta área. Realizar aprimoramento na sua especialidade. Congressos, seminários e cursos voltados para sua escolha de vida! Medicina, farmácia ou qualquer outro curso da saúde.

E aqui nós temos a primeira situação. Estes cursos, não poderiam ser diferentes, possuem toda a grade curricular voltado para a área técnica e raras vezes possuem alguma disciplina da área da administração. E quando têm, possuem carga horária pequena e ministradas às vezes por pessoas sem experiência prática do assunto.

Outra situação é o fato de que nenhum dos profissionais da saúde vai assumir cargos administrativos importantes no início de sua carreira. E aqui nós temos o terceiro fator. A lógica é que este profissional vai chegar a cargos importantes tendo se dedicado à área da saúde  (aspectos técnicos) e não a administração de negócios. Mas e o caso do sócio proprietário? Este, acaba se dividindo entre a área técnica e administrativa e desse modo seu potencial será fracionado. E estatisticamente são raros os que conseguem fazer as duas áreas com 100% de seu tempo, preparo e dedicação.

Assim, temos muitos gestores da área da saúde que mais parecem reféns de seus cargos ou negócios. Por isso temos administradores e consultores que dedicam sua vida para ajudar estas instituições. O pensamento é matemático e as decisões são tomadas em fatos e dados. O empirismo ou “achismo”, não tem espaço.

Neste cenário, a organização possui  um retrato fiel do que é, e como, as coisas acontecem. Nenhuma decisão é tomada de modo subjetivo ou por impulso. Tudo pode ser transformado em indicadores, estatísticas, metas e relatórios de controladoria.

A perspectiva de alguém que vive refém, é tomar decisões nem sempre eficientes e isso infelizmente é quase uma regra na área da saúde.

 

Célio Luiz Banaszeski

Diretor Executivo da Exacta Consultoria

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