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Síndrome da Alienação Administrativa – SAA

Pessoal depois de quase vinte anos trabalhando com gestão no setor de saúde percebo uma incidência de SAA. SAA? Sim, eu chamo de Síndrome da Alienação Administrativa. Esta síndrome tem altíssima prevalência em Hospitais, Clínicas e Laboratórios. No setor público, com certeza, muito maior! É uma síndrome que afeta principalmente a população de diretores, sócios e gerentes de organizações prestadoras de serviço de saúde.

Sintomas

Os pacientes acometidos deste distúrbio costumam ser excelentes e renomados médicos, bioquímicos, biomédicos ou dentistas com alta capacidade técnica ou enfermeiros com nível extraordinário para lidar com o paciente. São dentistas de ouro, fisioterapeutas que conseguem milagres na recuperação de seus pacientes e assim vai por outros também importantes cargos na saúde. Normalmente, e quase sempre, seus negócios dão lucro e estão no mercado há muito tempo. Outros sintomas que afetam esta população epidemiologicamente falando são: alienação de como ocorrem os desperdícios, de como ocorrem as perdas sistêmicas. Alienação de como se perdem clientes-pacientes. Alienação, esta sim, com maior gravidade, de como se gerencia as atividades e processos administrativos e financeiros. Este grupo não valoriza a gestão pura ou de qualidade, chamam de custo, não conseguem ver as melhorias e os benefícios de se investir na administração com técnica e aqui não estou nem falando em certificação de qualidade. Para o público afetado pela SAA se você comentar sobre certificação de qualidade os efeitos podem maximizar reações alérgicas e diversos outros distúrbios de comportamento e humor. Tem problemas oftalmológicos ao verem planilhas de custo, distúrbios nas cordas focais ao verem projetos e crises de pânico ao ouvir certificação ONA. Simplesmente como o complexo de Adônis não conseguem ver. Vem o processo de modo distorcido, não por mal, mas é mais fácil não saber, não se envolver.

Causas

Distância do processo administrativo, medo, desconhecimento, ausência de competência (no bom sentido), entre outros. Mas um ponto importante. Estes profissionais se dedicam desde a sua formação a cursos e congressos de suas respectivas áreas. Ou seja, na prática estes pacientes levam uma vida na sua área e quanto expostos ao setor administrativo começam a demonstrar os sintomas da síndrome.

Como causa principal podemos falar na falta de preparo e técnica de gestão. A falta de qualificação e principalmente e acima de tudo a falta de experiência. É lógico que algumas gotas de MBA ou especialização ajudam, mas não fornecem suporte para decisões rápidas e eficazes num mundo cada vez mais concorrente.

Tratamento

Para este tratamento sugerimos um protocolo muito simples. Humildade no sentido de verificar que há outros profissionais que se dedicam à gestão. Que da mesma forma que o médico ou qualquer outro profissional da saúde investe em sua carreira em congressos de suas especialidades/habilidades há outros profissionais que fazem o mesmo, mas nas técnicas de gestão do negócio.

Que o remédio, muitas vezes amargo, de procurar um processo de certificação ou ajuda na gestão, pode ser realmente o único meio de salvar a vida do negócio, ou de evitar que ao longo do tempo se deteriore a tal ponto, que o prognóstico seja tão incerto que somente valha a pena, manter o sofrimento da empresa de modo humanizado, ou seja falir sem dor.

Célio Luiz Banaszeski
Diretor Executivo – Exacta Consultoria

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